Clayton Marchioro
Diretor funerário - Pesquisador de tanatopraxia - professor teórico pratico dos cursos de tanatopraxia, tanatopraxia avançada e reparação facial - Auditor especialista do TECPAR para auditoria em laboratório de tanatopraxia certificados pela ISO9001 no Paraná. 1º Parte da Entrevista
Diretor funerário - Pesquisador de tanatopraxia - professor teórico pratico dos cursos de tanatopraxia, tanatopraxia avançada e reparação facial - Auditor especialista do TECPAR para auditoria em laboratório de tanatopraxia certificados pela ISO9001 no Paraná. 1º Parte da Entrevista
Formulei as seguintes questões ao entrevistado:
1º Como esta o comportamento do diretor funerário brasileiro de hoje?
2º Onde e como aconteceram as mudanças de comportamento dos diretores funerários brasileiros?
(em que momento o mercado despertou para a necessidade de se qualificar mais, tanto empresárialmente, como no fator pessoal)
3º Quais mudanças ainda deverão acontecer na administração das funerárias ( pelos dirigentes do setor)
4º Como esta o Brasil, no quesito administração funerária , em relação aos demais países do mundo, (qual é o mais avançado neste setor)?
Estou publicando as respostas de forma continua, para melhor compreensão da linha de raciocinio do entrevistado.
Respostas:
Até o ano de 1985 o diretor funerário garantia a sua sobrevivência comercial, guardando o segredo de suas técnicas pessoais de tamponamento, de arrumação dos corpos e de embelezamento do defunto. Esses eram segredos guardados a sete chaves, e eram os trunfos ou o diferencial sobre a concorrência. De modo nenhum ele revelava suas técnicas por entender que essas técnicas eram a garantia de sucesso no mercado.
Esse comportamento durou até o ano de 1986, quando o Brasil entrou na “era COLLOR”.
Nesta época, o mercado brasileiro, como um todo se abriu para o mundo.
Apareceram produtos novos em todos os setores, produtos importados que, passaram a concorrer com os nacionais, e por isso, o mercado teve que se adaptar á era da Globalização.
O Brasil começava a viver a globalização econômica e o mercado como um todo se abriu para o mundo.
Aparecem nesta época produtos novos, equipamentos importados e a informática chegam para ficar e modificar os hábitos do empresário brasileiro, inclusive os do setor funerário, que viram a concorrência crescer no âmbito nacional.
O setor funerário usou de sua criatividade para tentar garantir a sua reserva de mercado, e criou o Plano Funerário.
Essa foi a forma encontrada para fidelizar o seu cliente, e consequentemente as empresas passaram a ter uma receita antecipada, continua e previsível
O Plano Funerário proporcionou a grande mudança no setor, e trouxe um crescimento significativo no faturamento das empresas, que passaram a investir na sua modernização, na renovação de sua frota de veículos e informatização de sua administração.
Em 1988, com a promulgação da nova Constituição brasileira, o serviço funerário passou a ser reconhecido como “serviço de caráter público”, e os municípios passaram a ser os encarregados de administrar esse serviço, ou seja, cada prefeitura municipal iria organizar as licitações de concorrência pública, para transferir os serviços para as empresas privadas.
Esse foi um momento de muita apreensão para as empresas do setor funerário, que temerão ser prejudicadas por esse novo sistema.
Mas o que se viu foi que houve poucas mudanças no dia a dia do setor.
A segunda grande mudança aconteceu no ano de 1995 com o advento da Tanatopraxia.
O que se pode analisar é que, até 1985 o setor funerário permaneceu estagnado, e a partir de 1995 é que aconteceram modernizações na estrutura funerária.
Foi a partir de 1995 que alguma coisa passou a ser feia pelo cadáver, que é a matéria prima, a razão da existência da empresa funerária.
Com a chegada das técnicas de Tanatopraxia, esse recurso passou a ser uma ferramenta fundamental para o diretor funerário, que agora pode oferecer um produto melhor para os seus clientes.
O diretor funerário visando ganhar de sua concorrência investiu na montagem de laboratórios de Tanatopraxia, fez cursos e se aprimorou neste tipo de atendimento, envolvendo-se pessoalmente na preparação do corpo visando a garantia de seu mercado.
Nessa época o mercado teve um crescimento muito maior do que imaginavam os diretores funerários de então. E o resultado desse crescimento tornou impossível que só o diretor funerário atendesse a demanda da aplicação da Tanatopraxia, e foi necessário que as empresas funerárias, que normalmente tem cunho familiar, passassem a contratar mais funcionários e que os seus diretores se voltassem mais para a administração de suas empresas.
Hoje o mercado tem uma concorrência aberta e muito igual para todas as empresas, que tem os mesmos recursos a sua disposição.
O diferencial entre as empresas de hoje, esta na competência do seu diretor funerário em inovar e modernizar seus recursos administrativos para poder atender melhor ao publico.
Note-se que nos dias de hoje, as empresas funerárias estão sendo administradas pela 3º ou 4º geração da família, que deverá ser muito mais preparada para administrar eficientemente a sua empresa.
Encontramos diretores funerários com as mais diversas formações, tais como advogados, engenheiros, médicos, administradores de empresas, psicólogos, ou seja, o perfil do diretor funerário de hoje, é de possuir nível universitário.